Lula invoca “sangue de Lampião”, adota tom duro contra Trump e diz que Brasil não aceitará provocações

Durante um evento no Instituto Butantan voltado à área da saúde realizado nesta semana em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso marcado por metáforas fortes, ironias e um recado direto ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao abordar o papel do Brasil no cenário internacional, Lula invocou suas origens nordestinas e afirmou ter “o sangue de Lampião”, em referência ao lendário cangaceiro, símbolo de resistência no sertão brasileiro, para reforçar que o povo brasileiro não aceita intimidações.

A declaração ocorreu em meio a uma fala mais ampla sobre soberania nacional e o posicionamento do país diante de possíveis pressões externas. Sem citar detalhes específicos de divergências, Lula adotou um tom firme ao mencionar Trump, deixando claro que o Brasil exige respeito.

— Eu não quero briga com os americanos, não quero briga com ninguém. Mas também ninguém deve mexer com o povo brasileiro — afirmou o presidente, sob aplausos da plateia.

Apesar da retórica contundente, Lula fez questão de ressaltar que não busca confronto militar ou escalada de tensões diplomáticas. Segundo ele, o Brasil pretende se afirmar pela força de seus argumentos e pela legitimidade de sua posição no cenário global, e não por ameaças ou demonstrações de poder bélico.

— A disputa do Brasil não será na força, será na palavra, será na capacidade de argumentar e de mostrar que este país é soberano — destacou.

O presidente também afirmou que o país não aceitará um papel subalterno nas relações internacionais e defendeu uma postura de independência e respeito mútuo entre as nações. Em sua fala, reforçou que o Brasil quer manter relações amistosas com todos os países, incluindo os Estados Unidos, mas sem abrir mão de sua dignidade e autonomia.

O discurso foi acompanhado por profissionais da saúde, gestores públicos e autoridades presentes no evento, que reagiram com entusiasmo às declarações mais enfáticas. A fala ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca consolidar sua posição em temas estratégicos globais, ao mesmo tempo em que reafirma sua soberania diante de pressões e disputas no cenário internacional.

Ao encerrar, Lula reiterou que o Brasil continuará apostando no diálogo, mas deixou claro que o país não recuará diante de provocações. “Somos um país de paz, mas também somos um país que exige respeito”, concluiu.

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